terça-feira, 31 de março de 2009

Brasil nada na marolinha

Recentemente tive acesso a um texto super divertido e didático que explica as razões da crise financeira internacional. Crise financeira americana para leigos foi escrito no blog O Escriba.

A crise financeira internacional (costumeiramente grafada com iniciais maiúsculas para dar um ar mais imponente) é popularmente conhecida em nosso país como “marolinha” – singelo nome dado pelo presidente Lula. Apesar do carinhoso nome, ela tem assustado muitas pessoas e empresas, gerando grande alarde. É nessa hora que o jeitinho brasileiro (a insuportável malandragem) deixa de ser um aspecto cultural negativo e se torna um importante mecanismo para driblar o problema mundial.

Criatividade. Essa é a palavra de ordem para amenizar os efeitos da crise internacional e o brasileiro é um povo criativo. Um exemplo disso (na verdade, 40 exemplos) são as moedas paralelas que circulam em pequenas e longínquas localidades de nosso país. A reportagem publicada pela revista Época sobre o assunto mostrou que soluções simples podem ajudar a aquecer a economia local, gerar empregos e, dessa forma, combater a marolinha. Como é possível? A resposta é simples: a população se compromete e conscientiza, colhendo assim os benefícios. As moedas paralelas ajudam o capital a permanecer mais tempo em determinado local, possibilitando os resultados desejados.

A busca por soluções traz alternativas impensáveis: volto ao caso do salão que cobra para catar piolho. Para os interessados no serviço, o valor é R$ 55 a hora. Aproveito para fazer minha publicidade: Salão Mãozinha, aquele que corta a unha da mão esquerda dos canhotos e a direita dos destros com o jeitinho da mamãe.

É claro que a crise teve efeitos no Brasil, mas eles parecem ter sidos mais amenos em nosso país, quer seja pelas atitudes da população, quer seja por medidas do governo ou apenas sorte. Talvez seja uma soma de tudo isso mais o pensamento positivo brasileiro – o famoso “se Deus quiser vai melhorar”.

5 comentários:

  1. Também creio que a crise finaceira não durará aqui no Brasil (espero que no mundo). Pra crise ser amenizada, os "donos do ouro" devem ter uma postura diferente, o Estado deve intervir e as pessoas devem usar de criatividade mesmo!

    Belo texto!

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  2. Acho que é por conta dessa tão aclamada criatividade que o Brasil é o eterno país do futuro. Se essa criatividade for levada a sério pelas autoridades competentes, de repente temos aí uma grande transformação!

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  3. Nossa, Lucas. Não sei se já te disse... mas esse texto é genial. Assim... digno de um prêmio!
    Já te falei?

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  4. Acho que o brasileiro está tão acostumado à crises que esta, simplesmente se misturou às que já tínhamos. O povo brasileiro sempre soube como enfrentar crises, inclusive às que não dependem da economia mundial e estão relacionadas à questões naturais (como perdas de safra por problemas ambientais). No Instituto Cidade trabalho com pessoas que perdem tudo numa noite e, pela manhã, já com as lágrimas secas no rosto saem à procura de novas oportunidades. Malandragens à parte, o brasileiro tem anticorpos para crises.

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  5. Não sei como eu vim parar aqui no seu blog. Mas blogosfera é assim, não é? De galho em galho. Ótimo texto. Como brasileira, que vive aqui em cima, no núcleo da bola de neve, só tenho que concordar: é a criatividade que faz diferença.

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