Há muito quero começar um blog e fico enrolando. Hoje, contudo, um fato muito me chamou a atenção e resolvi tirar a idéia do papel.
Devido ao que aconteceu passei a pensar sobre a imbecilidade de um vício: era uma tarde quente de verão, como tantas outras. Fui ao posto de gasolina abastecer o carro, como tantas outras vezes. Paguei no cartão, como sempre, porque a vida de jornalista ainda não me proporcionou a capacidade de auferir lucros e com isso ter dinheiro para gastos supérfluos, como abastecer o carro. Passo no crédito e no fim do mês vejo o que dá para fazer.
Enfim, retomando o tema após breve divagação sobre minha pindaíba financeira, assim que acabei de pagar e estava prestes a sair do estabelecimento, vejo uma mulher sentada no banco carona de um carro acender um cigarro. Pensei na mesma hora: que mulher louca! Aquele cheiro forte de gasolina impregnando o ambiente e um ser acende um cigarro. Ela só pode estar querendo ascender na vida. E vai acabar conseguindo levar um quarteirão inteiro junto com ela pelos ares.
Longe de mim querer sentar em meu rabo e falar dos vícios dos outros. Os meus também são imbecis. Todos são. Tudo o que extrapola a linha do aceitável se torna excessivamente demasiado e tende ao irracional, ao imbecil. Muitos podem pensar que não sou razoável, que o vício acaba se tornando incontrolável ou que é uma doença. Pode ser. Posso até considerar aceitáveis alguns deles. Viciados em televisão:tudo bem, o sujeito pode ter seu entretenimento para aliviar a rotina diária. Viciado em mensageiros instantâneos: sem problemas, o sujeito pode gostar de falar com seus amigos. Com todos os 537 que possui e ao mesmo tempo. Tem gente que consegue. O sujeito pode ser viciado em sites de relacionamento: tudo bem (também sou), o sujeito pode querer saber da vida dos outros ou somente cuidar da sua (o que vem a ser o meu caso), ou mesmo manter contato com as pessoas de longe (mais uma vez, meu caso).
O que não entra em minha cabeça é o sujeito se viciar em substâncias que vão fazer mal. Ah, coitadinho, ele não tem culpa de ter se viciado... Para que experimentou? Com certeza não nasceu viciado. O sujeito sabe que vai se lascar, mas resolve experimentar para usufruir a “onda” – efêmera, diga-se de passagem. O pior de tudo: fica inconseqüente em decorrência da irracionalidade. Mata a avó para roubar e comprar droga. Prostitui-se com o mesmo fim. Vende a televisão da mãe para sustentar seu vício. Realmente, ou pára de raciocinar ou tem cérebro de ameba. Eu que não esperei para ver o que aconteceu no posto. Não deve ter ido pelos ares, por sorte, porque até agora não saiu nada no jornal.
um texto super bem construído, bem feito e muito inteligente. se eu tivesse uma empresa d jornalismo vc seria meu primeiro contratado.
ResponderExcluirparabéns
Acho que vou precisar de uma crítica mais imparcial... Amigos e mãe não podem elogiar porque são suspeitos
ResponderExcluirUsando a dádiva da inteligência, que com certeza você possui, guiada pelo bem que existe em seu coração, você não será apenas um bom jornalista, será um pescador de homens...
ResponderExcluirParabéns pelo texto!
Beijo. t+
Acho que vou precisar de uma crítica mais imparcial... Amigos e mãe não podem elogiar porque são suspeitos [2]
ResponderExcluirMas de qualquer forma, obrigado... heheh
Crítica imparcial: o seu texto é plagiado de um escritor famoso, seus erros de português são gritantes e vc não tem capacidade, é fato!
ResponderExcluirTô brincando, amigo... adorei o blog e o texto de estréia. Vc me fez pensar nos nossos vícios. São imbecis, realmente.
Espero ver sempre textos novos aqui, pra te conhecer melhor e matar a saudade.
Beijo
O que dizer de um serzinho como vc?
ResponderExcluirAdorei o "segui o juramento..."
O texto eu ainda não li, porque já são 00h40 e eu tô com sono...
Mas já me tornei uma seguidora, pra vc não ficar carente de mim, hahaha.
Prometo que comentarei tudo, quando eu estiver acordada...
É...
ResponderExcluirEu comecei a ler e só parei no final. Não teve jeito!
Sr. Lucas, sabe que vc escreve bem?
Cuidado que filosofia demais mata, hein? Vicia... hahaha
boomm! pensei que o seu texto iria terminar com a explosão do posto, já que por ser a primeira postagem, talvez você quisesse causar impacto para vender melhor. como não imaginei você fazendo um sexo exibicionista com a dona do cigarro, esperei pela violência. Manchetes quentes à parte, lembrei que se tratava do lucas que eu conheço, que posta, inclusive o juramento de jornalista para ratificar que não formou para brincar com a vida das pessoas. Ainda bem que formei na mesma turma. tomara que o profissionalismo tenha contaminado o lote.
ResponderExcluirabraço amigo.
ta... tudo bem, eu tenho algumas restrições ao su texto como eu já te disse, mas não vou colocar aqui ahahaha. como vc mesmo disse, amigo não vale!
ResponderExcluirEscrevi, num dos meus livros, que o cultivo de qualquer vício denota ausência de Inteligência Emocional (se quiser aprofundar no assunto leia o fabuloso livro "Inteligência Emocional", de Daniel Golleman).
ResponderExcluirSó para citar um - o mais difundido no mundo: Faz sentido encher o pulmão de fumaça, intoxicando-o com milhares de substâncias nocivas?
Durante 22 anos fui "burra" (me perdoe o nobre e últil animal, que de "burro" não tem nada!). Porém, há 10 anos deixei de fumar - não apenas parei - (e isso antes de conhecer o livro; acho que nem havia sido editado).
Somente após me conscientizar da idiotice que é o ato de fumar, consegui, através da mente racional, dominar a mente emocional - a que comanda os instintos, sensações, emoções, o prazer, enfim...
Pena que meu pai não chegou a essa conscientização e morreu de enfisema pulmonar depois de 72 anos aspirando a fumaça tóxica e "prazerosa" - por isso vicia - dos milhões de cigarros que fumou.
Parabéns, Lucas! Adorei o texto. Continuo afirmando que ainda vou vê-lo na "telinha", em jornal de grande projeção.
Beijos de luz e abraços de paz desta sua amiga
Suely (Lila) Reis