Os países que fazem parte do parquinho tecnológico mundial não gostam que aqueles que estão de fora tentem entrar. Temos visto nos últimos dias uma dessas brincadeiras internacionais: as crianças asiáticas e o dono do playground, os Estados Unidos, não querem deixar a Coreia do Norte fazer parte do clubinho de países que têm satélites no espaço. Se não sabe brincar, saia do parquinho. Essa é a frase mais dita ao governo comunista de Pyongyang (sempre lembro de pingue-pongue quando vejo o nome dele).
O eu impede a Coreia do Norte de realizar tranquilamente seu pacífico lançamento de um satélite de comunicação é o medo de a manobra ocultar testes de lançamentos de mísseis de longo alcance (outro brinquedo que somente quem está no parquinho pode possuir). Para aumentar a tensão, americanos e sul-coreanos fazem sua brincadeira de soldadinho anual próximos ao quintal comunista e isso gera um grande desconforto para os norte-coreanos que também gostam de brincar. Na brincadeira de 2009 eles fingem que estão brigando com o regime de Pyongyang (de mentirinha eles dão uma surra nos “coleguinhas”) para saber como agir se eles brigarem de verdade.
O receio com a entrada da Coreia do Norte no parquinho é o hábito que ela tem de avacalhar a brincadeira: em 1998 ela testou mísseis de longo alcance, o que fez com eu Japão e Estados Unidos implantassem escudos antimísseis na base norte-americana que fica em território japonês (é por isso que eles se acham os donos do parquinho). Desta vez eles juram que aprenderam a brincar e informaram aos organismos internacionais competentes para a segurança marítima e aérea sua intenção de voltar ao playground.
Tóquio e Seul acreditam que o lançamento viola a resolução 1718 do Conselho de Segurança da ONU. Os dois países afirmam que não há diferença entre o lançamento do satélite e o teste de mísseis de longo alcance.
Não quero que pareça que defendo a Coreia do Norte, mas eu questiono sempre o “direito” dos Estados Unidos de fiscalizarem o parquinho. Para mim eles não sabem brincar também, tanto é que inventaram que o Iraque possuía brinquedos impróprios para a idade deles e tomaram conta do bercinho iraquiano.
"Aversão a tudo e a todos que possam abalar nossa hegemonia", está é a norma e a lei.
ResponderExcluirBacana sua colocação, utilizando o "parquinho" de forma sutil, porém real e bastante esclarecedora.
Forte abraço, Lucas!
Adicionei teu blog, para acompanhar suas atualizações!
Continuando a sua analogia com crianças e seus brinquedos...
ResponderExcluirÉ aquela velha história do coleguinha rico que tem um brinquedo importado e não quer emprestar de jeito nenhum para o outro coleguinha pobre. No grupinho do menino rico só entra os igualmente ricos e donos de brinquedinhos importados também.
Infelizmente, os EUA vão continuar sendo os "donos da banca" por muito tempo até que surja uma nação corajosa e tente reverter o quadro sem precisar jogar aviões dentro de prédios enoooormes.
lokoooooooooooo
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