
Há apenas quatro dias em Ouro Preto pude perceber a força que a religião tem por aqui. Não é à toa que a cidade que tem cerce de 70 mil habitantes possui 13 igrejas. O mesmo caso se aplica a Mariana – lá são apenas sete igrejas, mas duas delas, São Francisco de Assis e Nossa Senhora do Carmo, estão lado a lado na praça Minas Gerais.
Não só a religiosidade é forte. As tradições se mantêm vivas nessa região. A semana santa é uma prova disso. No pouco tempo que estou aqui aprendi mais sobre as cerimônias que se relacionam com a paixão de Cristo do que em 22 anos de vida. Na segunda eu cobri o Sermão do Pretório – este foi o tribunal em que Jesus foi julgado. Terça-feira foi a vez do Sermão do Encontro – momento em que Jesus se encontra com Maria durante seu calvário. Ontem foi o Ofício de Trevas, cerimônia de origem medieval que relembra os poucos momentos em que Jesus esteve morto e a Terra sem luz. Acredito que já deu para perceber como as práticas religiosas são fortes por aqui. Não fiquei 500 anos sem postar para depois ficar falando sobre tais práticas (mas elas são interessantes, vale a pena conhecer).
Vamos ao problema. Às vésperas da semana santa a Igreja de São Francisco de Assis em Mariana foi interditada. Entrevistei o promotor de justiça da cidade, Antônio Carlos de Oliveira. Ele afirmou que a interdição nessa época não foi feita para chamar atenção para o fato. “Foi uma coincidência. Pelo menos de minha parte não foi proposital” – reforçou o promotor. O fato é que por querer ou “sem querer querendo”, a interdição ganhou espaço na mídia e chamou a atenção para uma questão de suma importância: a preservação do patrimônio histórico.
O descuido pode ter consequências trágicas: há dez anos a Igreja de Nossa Senhora do Carmo (a vizinha da que foi interditada) pegou fogo e foi quase destruída. Ela foi recuperada, mas não precisava ter sido queimada quase que completamente. Ela estava em processo de restauração quando o incêndio aconteceu, é verdade, mas quando se trata de patrimônio histórico e artístico, todo cuidado é pouco.
Defendo atitudes drásticas como a interdição e o consequente prejuízo de cerimônias tradicionais na Igreja de São Francisco. Só assim alguma medida profilática será tomada (nossas avós já diziam que é melhor prevenir do que remediar). Para finalizar, uma frase de impacto que devo ter ouvido em alguma aula de história ou sei lá onde: um povo que não tem memória está fadado a cometer os mesmos erros do passado e assim, não terá futuro.
Não só a religiosidade é forte. As tradições se mantêm vivas nessa região. A semana santa é uma prova disso. No pouco tempo que estou aqui aprendi mais sobre as cerimônias que se relacionam com a paixão de Cristo do que em 22 anos de vida. Na segunda eu cobri o Sermão do Pretório – este foi o tribunal em que Jesus foi julgado. Terça-feira foi a vez do Sermão do Encontro – momento em que Jesus se encontra com Maria durante seu calvário. Ontem foi o Ofício de Trevas, cerimônia de origem medieval que relembra os poucos momentos em que Jesus esteve morto e a Terra sem luz. Acredito que já deu para perceber como as práticas religiosas são fortes por aqui. Não fiquei 500 anos sem postar para depois ficar falando sobre tais práticas (mas elas são interessantes, vale a pena conhecer).
Vamos ao problema. Às vésperas da semana santa a Igreja de São Francisco de Assis em Mariana foi interditada. Entrevistei o promotor de justiça da cidade, Antônio Carlos de Oliveira. Ele afirmou que a interdição nessa época não foi feita para chamar atenção para o fato. “Foi uma coincidência. Pelo menos de minha parte não foi proposital” – reforçou o promotor. O fato é que por querer ou “sem querer querendo”, a interdição ganhou espaço na mídia e chamou a atenção para uma questão de suma importância: a preservação do patrimônio histórico.
O descuido pode ter consequências trágicas: há dez anos a Igreja de Nossa Senhora do Carmo (a vizinha da que foi interditada) pegou fogo e foi quase destruída. Ela foi recuperada, mas não precisava ter sido queimada quase que completamente. Ela estava em processo de restauração quando o incêndio aconteceu, é verdade, mas quando se trata de patrimônio histórico e artístico, todo cuidado é pouco.
Defendo atitudes drásticas como a interdição e o consequente prejuízo de cerimônias tradicionais na Igreja de São Francisco. Só assim alguma medida profilática será tomada (nossas avós já diziam que é melhor prevenir do que remediar). Para finalizar, uma frase de impacto que devo ter ouvido em alguma aula de história ou sei lá onde: um povo que não tem memória está fadado a cometer os mesmos erros do passado e assim, não terá futuro.
hoje serei breve. Que inveja!!! meu blog iria arrebentar se eu estivesse em Ouro Preto, Mariana,...!!! Vou ter que te visitar. Essa foto é sua? Vamos preservar senão não dá para eu tirar fotos. abração Lucas
ResponderExcluirE uma ótima Páscoa!
ResponderExcluirA foto não é minha. Na correria não coloquei crédito. É do G1 a foto.
ResponderExcluirAh menino, vê se tira foto então. Poxa vida.
ResponderExcluir(Juntando com o post passado, atitude drástica seria interditar as estradas... e, queria saber se na casa do prefeito da cidade também falta água ou se ele tem uma caixa d'água enooorme...)
Ei, passando pra conhecer...
ResponderExcluirlegal seu blog, é bem jornalístico e crítico rs.
Gostei do comentário aí de cima. Tb fiquei curiosa.
bjs