Depois de dois meses sem publicar no blog, voltei a escrever motivado pela decisão do STF. Hoje volto a escrever sobre assuntos variados. Não que eu tenha me acostumado com a arbitrariedade e sim porque quero exercitar meu “conquistado” direito de liberdade de expressão (o conquistado entre aspas não é porque acho que não tenha esse direito. É porque ele não foi conquistado no dia 17 de junho, já o tinha desde que nasci – insisto: expressão não é o mesmo que informação).
Hoje decidi me aventurar no mundo do cinema. Não fuja! Não vou falar de Encouraçado Potemkin ou de Ladrões de Bicicleta. Muito menos de Acossado. Quem sabe um dia fale de Corra Lola, corra.
Cinema nacional. É sobre isso que vou falar. Mais precisamente de uma superprodução nacional. Um filme de ação, cheio de efeitos especiais. Objeto raro em nosso país.
Somos acostumados a comédias e dramas. Filmes que não demandam um orçamento grandioso. Mas em outubro deste ano, mais precisamente no dia 30, estreia “Besouro”, um filme de ação com uma temática genuinamente brasileira. A história se baseia em fatos reais e mostra a luta de Besouro, nos anos de 1920, contra a opressão aos ex-escravos.
O orçamento do filme é de R$ 10 milhões. Bem maior do que o de “Meu nome não é Johnny”, por exemplo, que é de R$ 6 milhões, mas nada que se compare ao de superproduções estrangeiras: Matrix Reloaded gastou nada menos do que US$ 127 milhões. Mais ou menos R$ 254 milhões.
Posso parecer um bobo ao comparar os gastos de Besouro e Matrix, mas existe um motivo para isso: o coreógrafo de lutas dos dois filmes é o mesmo: Hiuen Chiu Ku, o mesmo de “O Tigre e o Dragão” e “Kill Bill”.
O elenco é composto por atores desconhecidos e capoeiristas do Recôncavo Baiano. A preparação deles foi feita por Fátima Toledo, responsável também pelos atores em “Tropa de Elite” e “Cidade de Deus”. O roteiro é de Patrícia Andrade, roteirista de “Os 2 filhos de Francisco”. A direção marca a estreia de um dos publicitários mais premiados do país, João Daniel Tikhomiroff (vou criar uma marca de vodka com esse nome), em longas.
Duas coisas são certas: o filme é diferente do que já foi produzido no Brasil e eu estarei em uma sala de cinema no dia 30 de outubro para conferir a história desse heroi brasileiro.
Adorei as citações dos filmes que assistimos na aula do Nilson hehe
ResponderExcluirE outra coisa, acho que também estarei em uma sala de cinema no dia 30, você "vendeu" a história para mim.
Saudades de você! Beijos
Tomara que o filme seja bacana mesmo e que possa figurar no rol dos grandes filmes do País, seja pela temática, pela atuação ou pela ousadia de uma superprodução com efeitos "pirotécnicos". Gostei do texto! Não suma por tanto tempo assim, vc deixa seus fãs órfãos de textos leves, divertidos sem perder o senso crítico.
ResponderExcluirBeijos
Esse filme promete!
ResponderExcluirMuito bem produzido e a história parece ser envolvente.