O final da década de oitenta e o início da de noventa foi o período de minha infância. Época da vida em que se é cheio de curiosidades e o pai é o dono de todas as verdades e conhecimentos do mundo. É nesta idade que achamos que ele é um super herói, que ele é milionário e muito inteligente (hoje sei que meu pai não é milionário).
É bem viva em minha memória a cena de uma conversa. Quase viva. Não sei de onde surgiu o assunto, mas na época em que os carros brasileiros ainda eram carroças, de acordo com o ex-presidente, Fernando Collor de Mello, meu pai falava sobre os importados. Não só de carros, de produtos em geral. Eis que eu perguntei para ele se tudo o que era importado era melhor do que o que era produzido aqui?
Ainda bem que em sua sabedoria de um homem de menos de trinta anos na época ele me disse: nem tudo, meu filho. Nem tudo.
Concordo. Naquela época os brinquedos da Estrela e da Grow eram bem melhores do que os importados da China hoje em dia. Ainda acho que um grupo de samba brasileiro é melhor que um japonês – não encontrei um link de samba japonês, mas já vi na TV.
Escrevo hoje como um manifesto ao nacionalismo e valorização do que é feito por aqui, motivado por uma matéria veiculada na Globo News:
Tudo bem, a patente é francesa, mas temos a tecnologia e a mão de obra adequadas para produzir a vacina. Este foi um exemplo de um problema atual. Mas posso citar também o fato de o Brasil ser referência no tratamento da aids e os biocumbustíveis, assunto que começou a ser tratado durante a ditadura – talvez um dos poucos pontos positivos deste período de nossa história, por mais que seu desenvolvimento não tenha se baseado nas causas ambientais de hoje e sim em fatores econômicos, no caso, a crise petróleo, na década de setenta.
Mais um ponto da ditadura que eu considero positivo – com parte dele: “Brasil, ame-o ou deixe-o!”. Não quero ver ninguém exilado, longe de mim. Mas aos que dizem: tal coisa só acontece no Brasil; só os políticos brasileiros são corruptos e afins: por que não tentar a vida no exterior?
Um dia pretendo viver fora, mas valorizar nossa terra mãe acima de tudo é fundamental! O Brasil é como uma família: tem seus problemas, mas não venham falar mal dela!
rs
ResponderExcluirÉ até engraçado, mas a cada post seu tenho mais certeza do quanto a gente é parecido. Não tiro uma linha do que vc disse e também aprendi a amar o nosso País com meu pai que é um romântico nacionalista incorrigível. Não é à toa que ele é e sempre será o meu heroi. Excelente texto, Dupla!