segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Solução drástica!

A causa da criminalidade é a desigualdade social e um monte de abobrinhas e tantos legumes quantos sejam necessários para uma boa salada.

Não quero discutir isso. Como editor – para não dizer ditador – e único redator deste blog – a clássica figura do Príncipe de Maquiavel (estou inspirado por uma rápida conversa com meu caro amigo Vinícius Cunha Magalhães que ora faz um trabalho sobre tal autor) – não acredito vir ao caso falar sobre tais causas.

(Para quem quiser:)

Causas brasileiras

Causas portuguesas (e europeias em geral)

Sem mais delongas, uma solução drástica foi tomada em Mariana (o mineiro que clicar no link ao lado leva uma surra de gato morto):


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Para que eu não fique parecendo um insensível e Taleban (no dia que um Taleban aprender português e resolver ler meu blog eu serei processado – eles são tão citados aqui), uma primeira posição: a cadeia pública, ou mesmo o reformatório, não são lugares para menores infratores. A verdade é que não deveriam existir menores infratores, nem criminalidade. Mas como isso só existiria no mundo de Pollyanna, já que as oportunidades estão longe de serem as mesmas para todos (se elas fossem, a Terra seria o Paraíso), o acórdão do TJ aplicado em Mariana está quase certo – esta foi a segunda posição, caso tenha passado despercebido.

“Quase” porque para mim estes infratores contumazes deveriam ser presos e julgados como adultos. Não tenho dúvidas de que aos 16, 17, 20 anos eu não tinha a maturidade que tenho hoje (de certo aos 30 ela será muito maior do que agora), mas sei que já sabia diferenciar o certo do errado.

Não matei o peão que me roubou a namorada. Não matei a namorada que me trocou pelo peão. Não resolvi vender drogas para completar a mesada. Não usei drogas para ser “feliz”. Não esfaqueei o chifrudo que me pediu “cinco conto” emprestado e não pagou. Sabia que tudo isso era errado.

Nesta idade, creio todos já saberem diferenciar o certo do errado. Na pior das hipóteses, o bem e o mal – todo mundo vê desenho de mocinho e bandido.

Não há desculpa para a criminalidade juvenil. Trabalhemos, contudo, para amenizar as desigualdades sociais e para dar oportunidade a todos, mas, se alguns não fazem as escolhas erradas guiados pela adversidade, não passemos a mão na cabeça de quem as faz. Um erro não justifica o outro.

Dia Mundial sem Carro em Ouro Preto

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